Empreendedorismo de Estilo de Vida na Gastronomia:
Uma Discussão Teórica
DOI:
https://doi.org/10.59776/2764-5835.2026.8166Palavras-chave:
Empreendedorismo de estilo de vida, Gastronomia, Empreendedorismo, Satisfação pessoalResumo
Este artigo tem como objetivo discutir as principais contribuições teóricas sobre o empreendedorismo de estilo de vida (EEV), refletindo sobre suas manifestações e especificidades no contexto da gastronomia. No EEV a motivação para empreender transcende a busca pelo retorno econômico ou progressão na carreira e está associada à autorrealização, à satisfação com a atividade desenvolvida e à busca por equilíbrio entre as dimensões pessoal e profissional da vida. A gestão dos novos empreendimentos frequentemente envolve demandas gerenciais e burocráticas que podem não estar alinhadas às competências, interesses ou motivações dos empreendedores comprometendo tanto o desempenho do negócio quanto o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional que originalmente orientou a decisão de empreender. O artigo aprofunda a análise teórica, investiga dimensões e características do EEV no campo empírico da gastronomia e aponta dificuldades decorrentes da adoção de perspectivas tradicionais da literatura de gestão sobre esses agentes, rotulando-os como não-empreendedores. A literatura sobre EEV ainda carece de uma base teórico-conceitual consolidada. Os estudos ainda são esparsos e fragmentados, o que abre caminho para novas investigações, que consigam sistematizar o conhecimento sobre o fenômeno e suas manifestações nas diversas áreas. O artigo sugere a realização de estudos comparativos do EEV na gastronomia, no turismo, nas artes, esportes e demais áreas para identificar convergências comportamentais desses empreendedores, possibilitando uma construção de literatura robusta e consolidada. Outra limitação evidenciada é a ausência de competências técnicas gerenciais, reforçando a necessidade de estabelecer políticas públicas de capacitação e desenvolvimento na gestão de negócios, visando conciliar as intenções do empreendedor com a viabilidade econômica e o desenvolvimento regional. Dessa forma entende-se que o EEV pode impulsionar as comunidades locais, preservar heranças culturais e promover a sustentabilidade.
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