Os jogos infantis como experiência formativa na teoria social de George Herbert Mead

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25244/1984-5561.2026.8182

Palavras-chave:

Self, Experiência, Jogos infantis, Princípio educativo, Atividade mediadora

Resumo

Neste artigo discutiremos, à luz da teoria social de George Herbert Mead, a potência dos jogos infantis, enquanto atividade social que assegura à criança a primeira organização do seu self. Desse modo, este pressuposto vai ao encontro de dois outros estudos anteriormente produzidos - Baú Brincante e Catadoras do Brincar – cujos acervos permitiram capturar registros fotográficos e narrativas de professores sobre as brincadeiras com materiais não estruturados (sucata). As noções de experiência e self, discutidas por John Dewey (1967; 1979; 2010) e Mead (1934/2010; 2008; 2010), serão abordadas, com ênfase no sentido empregado por Mead, aos jogos infantis, ou seja, o de sua função constitutiva do self e da consciência de si. Outro ponto de interesse, alicerçado por Mead, diz respeito aos dois estágios do desenvolvimento infantil: o estágio do jogo (play) e o estágio do jogo com regras (game). O objetivo é inserir as contribuições da obra meadiana, sem perder de vista os dois diferentes sentidos que os jogos infantis apresentam, tanto como princípio educativo, quanto como atividade mediadora da formação do self. O tema mais destacado, em Mead, acerca dos jogos infantis, e que buscamos resgatar nesse artigo faz referência ao caráter funcional que estes assumem na organização da experiência da criança.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Marilete Calegari Cardoso, UESB

Doutora em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Jerusa da Silva Gonçalves Almeida, UESB

Doutora em Educação pela Universidad de Salamanca - Espanha (USAL).

Referências

ALMEIDA, Jerusa da Silva Gonçalves. Crianças e adolescentes institucionalizados na Bahia: pontos e contrapontos de uma história de assistência e proteção à infância pobre no Estado da Bahia (1927- 2009). Tese (Doutorado em Educação). Facultad de Educación, Universidad de Salamanca, 2015. p.67.

BROUGÈRE, Gilles. Brinquedo e Companhia. São Paulo: Cortez, 2004.

CARDOSO, Marilete Calegari. Catadoras do brincar: o olhar sensível das professoras acerca do brincar livre no ensino fundamental I e suas ressonâncias para a profissionalidade docente. 2018. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal da Bahia-UFBA, Salvador, Bahia, 2018.

D’ÁVILA, Cristina Maria; CARDOSO, Marilete Calegari; XAVIER, Antonete A.S O brincar livre na escola ensino fundamental. In: D’ÁVILA, C; FORTUNA, T. R. (Org.). Ludicidade, Cultura Lúdica E Formação De Professores. Editora CRV, Curitiba, 2018. Pp.63-85

DEWEY, John. Vida e Educação. Tradução e estudo preliminar de Anísio Teixeira, 6. ed. São Paulo: Edições Melhoramentos, 1967.

DEWEY, John. Experiência e Educação. Tradução de Anísio Teixeira. 3ª Edição. São Paulo: Companhia Editora Nacional,1979.

DEWEY, John. John Dewey / Robert B. Westbrook; Anísio Teixeira, José Eustáquio Romão, Verone Lane Rodrigues (org.). – Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2010. 136 p.: il. – (Coleção Educadores)

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

FRIEDMANN, Adriana. Linguagens e Culturas Infantis. São Paulo: Cortez, 2013. KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Depoimento para o GT: educação da criança de 0 a 6 anos. In: ANPED- Caxambu Reuniões/25/gt07. (Texto encomendado), 2002. Disponível em: http:// www.anped.org.br. Acesso em 17/09/2008.

MEAD, George Herbert. A brincadeira, o jogo e o outro generalizado. Pesquisas e Práticas. Psicossociais 5 (1), tradução: Marília Novais da Mata Machado. São João Del-Rei, janeiro- julho 2010.

MEAD, George Herbert. Mente, Self e sociedade (M. S. Mourão, trad.). Aparecida, SP: (1934/2010). Ideias & Letras.

MEAD, George Herbert. O eu social. Arquivos Brasileiros de Psicologia, v. 60, n. 2, 2008. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/arbp/v60n2/v60n2a20.pdf. Acesso em: 10/07/21

MEDEIROS, Shirlene Santos Mafra. Memórias e identidade social da formação docente em Rio de Contas- BA, nas décadas de 1920 a 1960: reminiscências das educadoras e educadores de cátedra à universidade. Dissertação (mestrado em Memória: Linguagem e Sociedade) – Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade. Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, 2016. 337f.

PIORSKI, Gandhy.. Brinquedos do Chão: a natureza, o imaginário e o brincar. Editora Petrópolis, RJ, 2016.

SALGADO, Tiago Barcelos Pereira. A constante experiência do self: aproximações conceituais entre Dewey e Mead. Verso e Reverso, vol. XXVI, n. 62, maio-agosto 2012. p.83-91. Disponível em: http://revistas.unisinos.br/index.php/versoereverso/article/view/ver.2012.26.62.03/1017. Acesso em: 10/07/21.

SANT’ANA, Ruth Bernardes de. Experimentação, o jogo e a brincadeira como experiências formativas na teoria social de Mead. Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano, São Paulo, 13(2), p. 44-52, 2003. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/jhgd/article/view/39778.Acesso em: 10/07/21

SANT’ANA, Ruth Bernardes de. Psicologia Social na escola: as contribuições de G. H. MEAD. Psicologia & Sociedade; 17 (1): 17-28; jan/abr.2005. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-71822005000100010. Acesso em: 10 jul. 2021.

SASS, Odair. Crítica da razão solitária: a psicologia social segundo George Herbert Mead. Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2004.

SOUZA, Renato Ferreira. George Herbert Mead: contribuições para a história da Psicologia Social. Psicologia & Sociedade, 23(2), 369-378. 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/psoc/a/QNQ4cj9ktzLQT4dL8WcQYbp/?lang=pt. Acesso em: 13 jul. 2021.

SUTTON-SMITH, Brian. A ambiguidade da brincadeira. (Revisão Técnica da Tradução de Tânia Ramos Fortuna). Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.

Downloads

Publicado

2026-07-03

Como Citar

CARDOSO, Marilete Calegari; ALMEIDA, Jerusa da Silva Gonçalves. Os jogos infantis como experiência formativa na teoria social de George Herbert Mead. Trilhas Filosóficas, [S. l.], v. 19, n. 1, p. 82–95, 2026. DOI: 10.25244/1984-5561.2026.8182. Disponível em: https://homologacaoperiodicos.apps.uern.br/index.php/RTF/article/view/8182. Acesso em: 7 jul. 2026.

Edição

Seção

DOSSIÊ GEORGE HERBERT MEAD (v.19, n. 1, 2026)