A experiência do ser humano cartesiano

Autores/as

  • Juliana da Silveira Pinheiro UFMG

Palabras clave:

Descartes, ser humano, paixões, entendimento

Resumen

O presente artigo pretende apresentar a idéia de que o ser humano cartesiano é uma entidade para ser sentida, muito mais do que claramente pensada. Neste sentido, a testemunha do que somos é dada pelas paixões, e não pelo puro entendimento. O dualismo cartesiano – tese de que o ser humano é constituí­do por corpo e mente, ambas substâncias distintas – leva-nos a pensar o homem como um composto de duas coisas incompatí­veis. No entanto, a experiência sensí­vel nos revela um ser humano, cuja mente e corpo estão unidos e interagem entre si, formando uma unidade substancial. Embora a noção da união entre mente e corpo seja dificilmente concebí­vel diante do dualismo de Descartes, ela é cotidianamente experimentada. No âmbito da vida prática, o ser humano cartesiano é mais uma experiência do que sentimos ser, do que pensamos claramente ser.

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Biografía del autor/a

Juliana da Silveira Pinheiro, UFMG

Doutoranda em Filosofia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

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Publicado

2020-05-08

Cómo citar

PINHEIRO, Juliana da Silveira. A experiência do ser humano cartesiano. Trilhas Filosóficas, [S. l.], v. 4, n. 1, p. 50–64, 2020. Disponível em: https://homologacaoperiodicos.apps.uern.br/index.php/RTF/article/view/1771. Acesso em: 4 may. 2026.

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