ETNOBOTÂNICA SOBRE AMBIENTES DE RESTINGA E MANGUEZAL EM GALINHOS, RIO GRANDE DO NORTE.
DOI :
https://doi.org/10.59776/2526-3889.2025.5244Mots-clés :
Conservação. Empreendimento turístico. Salinas. Carcinicultura.Résumé
Restingas e manguezais são ecossistemas cultural e ecologicamente importantes, abrigando espécies únicas e fornecendo recursos e serviços socioambientais para comunidades locais ribeirinhas e litorâneas. Mas, essas áreas estão ameaçadas pela urbanização desordenada e poluição. Para compreender e valorizar o conhecimento tradicional dos pescadores artesanais sobre o uso e a conservação desses ecossistemas, foram realizados estudos etnobotânicos em Galinhos-RN. A pesquisa com 23 pescadores artesanais revelou a idade média de 50 anos, residem em Galinhos há cerca de 40 anos, a maioria é casado e possui baixa escolaridade. A pesca é a principal fonte de renda, com ganhos de até um salário mínimo. Os pescadores têm pouco conhecimento sobre o termo “restinga”, mas estão familiarizados com “manguezal”. Eles destacaram os empreendimentos turísticos como agentes de degradação das restingas, com poucas menções ao problema do lixo. Salinas e carcinicultura foram apontadas como ameaças ao manguezal, ressaltando a importância desse ecossistema para o turismo local. Quanto às plantas, os pescadores citaram 16 espécies das restingas e seus usos, sendo a maioria das espécies invasoras. Sobre manguezais, identificaram as quatro espécies e destacaram seus usos, bem como a importância do turismo e a necessidade de conservação desses ecossistemas.
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