Epistemologias insurgentes

decolonialidade e interseccionalidade em memórias da plantação

Autores/as

  • Juan Carlos Vasconcelos Almeida Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)
  • Pâmella Rochelle Rochanne Dias de Oliveira Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) https://orcid.org/0000-0003-3315-659X

DOI:

https://doi.org/10.59776/2357-8203.2026.7776

Palabras clave:

epistemologia, decolonial, interseccionalidade, feminismo

Resumen

Este trabalho propõe uma investigação sobre a epistemologia decolonial a partir de uma análise da obra Memórias da Plantação, de Grada Kilomba. A pesquisa parte do seguinte problema: como a colonialidade do saber estrutura os critérios de legitimidade no campo epistemológico? Objetiva-se investigar sobre como os marcadores sociais de raça, gênero e classe influenciam a produção e a validação do conhecimento científico. A relevância da pesquisa tem sua materialidade solidificada na necessidade de valorizar epistemologias subalternizadas, promulgando, assim, a desconstrução dos paradigmas afeitos ao colonialismo epistêmico que hegemonizam a ciência. O referencial teórico foi baseado em obras que trazem consigo recortes decoloniais e interseccionais. A metodologia consistiu em uma análise comparativa de caráter qualitativo, com enfoque na perquirição da obra do livro Memórias da Plantação, que articula literatura, autobiografia e crítica social como formas de produção de conhecimento. Pretendeu-se evidenciar o potencial epistemológico de Memórias da Plantação para questionar a normatividade científica e reivindicar outras formas de narrar, pensar e validar experiências como próprias ao espaço científico.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Juan Carlos Vasconcelos Almeida, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)

Graduado em Direito pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA). Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e Humanas da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (PPGCISH/UERN). 

Pâmella Rochelle Rochanne Dias de Oliveira, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)

Docente e Pós-Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e Humanas (PPGCISH) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) da UERN.

Citas

ADICHIE, Chimamanda Ngozi. O perigo de uma história única. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

BENTO, Cida. O Pacto da Branquitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.

CARNEIRO, Sueli. Dispositivo de racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento do ser. Rio de Janeiro: Zahar, 2023.

FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Tradução de Renato da Silveira. Salvador: EDUFBA, 2008.

hooks, Bell. O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras. Tradução de Ana Luísa Libânio. 1 ed. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2018.

hooks, Bell. Teoria feminista: da margem ao centro. Tradução de Patriota Rainer. 1 ed. São Paulo: Perspectiva, 2019.

KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogá, 2019.

SCHNEIDER, Sergio; SCHIMITT, Cláudia Job. O uso do método comparativo nas Ciências Sociais. Cadernos de Sociologia, Porto Alegre, v. 9, p. 49-87, 1998.

Publicado

2026-08-21

Cómo citar

ALMEIDA, Juan Carlos Vasconcelos; OLIVEIRA, Pâmella Rochelle Rochanne Dias de. Epistemologias insurgentes: decolonialidade e interseccionalidade em memórias da plantação. Colineares, Mossoró, Brasil, v. 11, n. 1, p. 166–174, 2026. DOI: 10.59776/2357-8203.2026.7776. Disponível em: https://homologacaoperiodicos.apps.uern.br/index.php/RCOL/article/view/7776. Acesso em: 27 ago. 2026.

Artículos similares

También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.